terça-feira, 8 de junho de 2010

Bonsai


Hoje podei meu bonsai...

Talvez ele não entenda (é verdade ele não tem encéfalo ).

Mas se pudesse questionar, certamente me indagaria a respeito.

Afinal, ele estava todo verdinho, crescendo... Florido em pleno outono.


O que poderia dizer à ele?

Diria que ele foi marcado para não crescer? Que ele deve seguir uma tendência anti-natural?

Diria que eu sabia o melhor para ele? E que talvez esse melhor seria meu ponto de vista?

Ele é apenas um bonsai...

Um pequeno e indefeso bonsai. Que parcimoniosamente me fita de janela do quarto!

Ele jamais entenderia. Jamais entenderia que sua luta por crescer seria frustrada por minhas hábeis mãos e tesoura...


As vezes me sinto um bonsai...

Penso que da mesma forma Deus, me poda em tempos que não compreendo... Em momentos que não espero, mas ele entende pela sua lógica, que é melhor assim...

Somos todos bonsais na janela de um Ser MAIOR... Que nos poda nos momentos que crescemos pela nossa própria natureza. Nos corta e nos faz cair em momentos que antecedem o inverno...


Meu bonsai não entende...

Assim como eu as vezes.

Tesouro escondido


Colei papéis na parede...
Coloquei tudo de mim, para que eu mesmo pudesse ver
Desenhei para que fosse possível ler
Sim, projetei o que era permitido ter


Decorei a parede...
Marquei pontos de uma viagem
cartas para encontrar o tesouro
O tesouro que está em mim...


São cartas, linhas e pedidos...
Um muro de lamentações? Talvez...
Diários de bordo de uma viagem inevitável:
[A busca por mim mesmo]


Encontro ou desespero?
Não se sabe o paradeiro...
Como dizem, são luzes do luzeiro.
Uma luz no fim do túnel
Nesses meus semáfaros vermelhos do costume
Do triste hábito de esperar...
Por um vislumbre


sexta-feira, 4 de junho de 2010

EuDeMimMesmo

Sou o que sou...
Eu de Mim Próprio
Transgressor e juiz de muitos atos.

Levei um certo tempo (confesso) para descobrir que quanto mais ACHAVA acerca das coisas, menos sabia - errei muitas vezes e aprendi que isso me tornava mais humano. Sim, mais humano na medida que a carne doía e me fazia refletir.

Sou o filho de muitos sonhos e cobranças...
Sou a realidade de que as vezes temos "tantos pesos na costa".
A certeza de que as expectativas, as vezes machucam - castram!

Sou um "cara" comum, mas que ao mesmo tempo busca ser diferente (todos buscam isso). Busco meu lugar ao sol, o quem sabe meu lugar a lua - uivar pode virar moda (risos).

Sou um mosaico de tantas e tantas coisas...
A junção de matizes inexplicáveis e simples!
Sou alguém que acredita, nas coisas desacreditas.

Sou EuDeMimMesmo.
Um eterno aventureiro... Nessas esquinas da vida.
Nesses mundos de coração e despedidas.
Sou apenas mais um - tantas vidas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Por que crescemos?


Por que crescemos?


Por que deixamos aquele mundo perfeito? Sim, o saudoso útero materno... Era tão bom, mas daí sofremos o primeiro despejo! Daí choramos... Reclamos, como se pudéssemos ser compreendidos. Como se fosse possível retornar. As primeiras portas fechadas - a primeira lição que as coisas jamais voltam. Antes pudessem voltar como, na fantasia que iríamos adquirir ao longo do desenvolvimento, mas era apenas fantasia. A primeira expressão de reparar o que jamais se conserta.


Por que crescemos?


Por que crescemos para logo diante do sufoco, buscarmos o conforto da infância? Quando queremos voltar e corrigir os erros que jamais esquecemos.


Nunca nos perdoamos... Perdoar-se a si mesmo é tão difícil. Primeiro porque o espelho nunca retruca e segundo porque acabamos por achar que não somos convicentes...


E assim a gente vai envelhecendo...


E continuamos na contra mão... Permanecemos a remar contra a maré, sabendo que isso é inevitável. Somos uma música que logo irá terminar... Como velas que queimam por certo tempo e então restará apenas a lembrança da singela fumaça que somos. Nada somos! Somos apenas uma alma aprisionada em corpos. Somos sonhos que nos impulsionam. Somos a frenética vontade de criar uma história legal, aquela com final feliz!


De fato...


Somos apenas um crescer sem querer.

Uma corrida indeterminada e contínua.

Política, desespero e reflexão




Estamos as portas de um novo cenário político... Eleição surgindo! Creio que já tenha postado algo a respeito de política, mas nunca é ruim discutir política...

A política tem sua enorme importância, mas não damos a devida consideração. Não; não... Enlouquecemos pelo time de futebol, madrugamos nas festas e no carnaval, a gente samba para esquecer as coisas do mundo (problemas), e por fim... Nos sentamos nos bancos, assentos e privadas de nosso cotidiano...
Qual meu prognóstico? O pior possível...


Vivemos ainda uma série de erros. Erros herdados algo longo de nossa dita democratização... O mundo ainda é mesmo e sempre há de ser, e por fim... Perdemos a identidade de nós mesmos e acabamos por negligenciar o nosso papel em todo esse emaranhado social.




Somos negligentes...


Somos amnésicos...


E ainda temos o orgulho dantesco do famoso: "jeitinho brasileiro".




Vida de gado?


Não, vida de acomodados... Vivemos e aprendemos a gostar do estado de conforto. Viramos acrobatas e assim, vamos dando um jeitinho ali e aqui, por fim... Vivemos de remendos. Refletir? Não obrigado, não tenho tempo - tem novela para assistir e quando chegar em casa, vou correr para minha cama quentinha e assim, ignoro mais um momento crucial de minha existência.




Até quando?




Onde cantam os pássaros


Hoje levei umas mil baforadas no rosto... Quanta fumaça!
Temo que meu pulmão enegreça de tal maneira que ganhe o prêmio :
FUMANTE "coadjuvante" do ano
(seria humor negro).
(...)

O céu está acizentado...
O ar está carregado...
E o barulho?



O barulho é enlouquecedor (é sério... Já até enloqueci).

Me vem a seguinte dúvida:

Onde cantam os pássaros de outrora? Será que ainda resistem nessa gaiola apocalíptica?
Não sei, pois já nem mais escuto o canto dos pássaros.

E assim vou ficando...



Vou ficando sem ficar...
Vou ficando querendo deixar!
Vou ficando sem mesmo estar.

Vou indo, mas já nem isso sinto
Um regresso? Um período?
Não sei, de fato nem ligo.

E assim vou ficando.
Essa coisa sem sentido
Esse compêndio indefenido...

Ah...

É um estar bem deprimido.