quarta-feira, 11 de agosto de 2010

De Nietzsche a Maria Rita e Eu filosofando...

E lá estava eu no gasômetro... Finalzinho do dia. E na boca do inverno. Afinal o verão já dizia adeus de maneira singela. E assim nesse retorcido cenário capturei essa imagem. Dois barcos no Guaíba, rapidamente me lembrei de Nietzsche:

"Somos dois navios que perseguem rumo e objetivo próprios;
Podemos, sem dúvida, nos cruzar e celebrar festas entre nós, como já fizemos...
Então os bons navios repousavam, lado a lado, no mesmo porto, sob o mesmo sol, tão calmos que pareciam ter atingido o objetivo e tido o mesmo destino.
Mas, depois, o apelo irresistível de nossa missão nos levava, de novo, para longe um do outro, para mares, em direção a paragens, sob sóis diferentes
Talvez para nunca mais nos revermos, talvez para nos revermos ainda uma vez, sem nos reconhecermos: mares e sóis diferentes nos teriam transformado!
Que devêssemos nos tornar estrangeiros um ao outro era a lei acima de nós: é por isso mesmo que devemos nos tornar mais respeitáveis um para o outro..."
(Amizade de Astros -Nietzsche)
E assim para fechar o dia... Que já tinha pedido a saideira... Penso em Maria Rita e divago sobre as coisas e sobre a vida. Daí eu escrevo... Afinal prefiro o não dito - dizer é muito pessoal.
"A barca segue seu rumo lenta
Como quem já não
Quer mais chegar
Como quem se acostumou
No canto das águas
Como quem já não
Quer mais voltar..."
(Caminho das Águas -Maria Rita)


18 comentários:

Thaty disse...

Linda a foto.
Me passou uma tanquilidade essa agua toda... tava mesmo precisando.
Grande beijo.
Thaty

Pedaços do Cotidiano
http://pedacosdomeucotidiano.blogspot.com

Crônicas do Cotidiano disse...

Oi Thaty,

Ainda estava começando a escrever...

Bjaumm

"Liis" Six disse...

Nietzche é um dos meus filósofos favoritos! ^^
Eu concordo que somos mesmo barcos diferentes, mas creio numa necessidade de tripulação, para os momentos mais alegres e turbulentos!
Grande abraço.

Teresa Cristina disse...

e vamos velejando, ora por portos seguros, ora por águas turbulentas...mas sempre velejando pela vida. beijocas!

Ela, Eu disse...

Linda imagem, lindo texto!
Essa comparação de seres humanos com barcos que se cruzam, partem e depois até se reencontram mas não se reconhecem, é muito verdade!
Sempre me pego pensando no assunto, geralmente quando ando de ônibus, ou ando na rua observando as pessoas.

Desculpa a demora de te responder, é que esses últimos dias foram muito corridos.
Mas pode me chamar de Letícia! Mais fácil :)

Beijinhos :*

Ana SS disse...

As vezes a gente se apaixona pelo caminho...e nao quer mais voltar.

Kellen disse...

Que foto, hein!
Adorei as citações.
Bjsssssss

Pelos caminhos da vida. disse...

Que imagem mais linda, adorei.

beijooo.

Juliana. disse...

No conto das águas, se deixe levar pela maré da vida, em seu barco lento mais com rumo a avistar!
Um abraço
Ju

Cristiano Contreiras disse...

Caro, Rockson Pessoa

Teu universo, além de dotado de sensibilidade e inteligência - tem todo um cuidado com as palavras, com sua expressão do universo particular, da maneira como lida com os problemas de mundo...do que sente...do que idealiza...gostei do teor do blog, da proposta. Te sigo aqui!

mantemos contato, ate!

Vanessa Souza Moraes disse...

Gasômetro é um bom lugar para pensar - mas eu sempre tuve medo de ser assaltada alí, rs.

Eraldo Paulino disse...

Bom, como admirador que sou de Nietzsche, sou suspeito pra falar o quanto gostei do teu post. Basta resumir assim: da imagem fantática à letra interpretada em meus pensamentos magistramlente pela filha da rainha, tudo aqui neste post foi lindo demais.

Abraço!

Brilho da Lua disse...

O que será de mim se continuar a mandar beijos para minha alma???
De olhos fechados o toque na alma, é meu ponto "vulnerável".

Belo fundo músical que escolheu para velejar no mar dos pensamentos,não guarde suas palavras opte pelo pessoal. Isso é ousar, é aproveitar cada momento desta viagem fantástica que é a vida.

Beijos
Aryane Pinheiro
(Brilho da Lua)

Doroni Hilgenberg disse...

Assim é a vida.

Quem tem um objetivo, segue sempre adiante e muitas vezes esquece as raizes e acaba se tornando um estranho em seu território primitivo. Se vai para nunca mais voltar.
bjs

Crônicas do Cotidiano disse...

Oi Liss,

Concordo contigo no tocante a importância das mãos no timão!
Bjooo.


Oi Teresa,

É isso aí! Velejando e cantando... Bjoo minha amiga.


Oi Letah!

Fico feliz que também divagues sobre as idas e vindas dos humanos! O blog é seu! Volte sempre = )
Bjooo.


Oi Ana S.

Perigo isso hein! Espero não me apaixonar em demasia!
Bjoo

Oi Kellen,

É foto maneira mesmo!
Bjoo

Crônicas do Cotidiano disse...

Oi Ana,

A imagem é mágica mesmo!
Bjoo.

Oi Juh!

O mar é tão grande... Inevitável não querer desbravar!
Bjooo.


Oi Cristiano,

Agradeço o carinho e sou grato pela tua presença!
Abraço.

Oi Vanessa,

É não se pode negar a fama... Mas no horário certo tudo é possível!
Bjoo.

Oi Paulino,

Agradeço o elogio meu amigo!!
Abraço.

Oi Aryane,

O que seria de nós sem a eterna busca não é mesmo?!
Bjooo na tua alma.

Oi Doroni!

Concordo contigo... Ser estranho é difícil demais!!
Bjooo

Ana Cecília Moura disse...

Eu não conhecia esse texto do Nietzsche! Uau.
"Que devêssemos nos tornar estrangeiros um ao outro era a lei acima de nós". Acredito TANTO nisso.

Crônicas do Cotidiano disse...

Oi Ana...

Existem verdades que ainda não foram ditas, mas que há muito vivemos

Bjoo