quarta-feira, 31 de março de 2010

Eternas despedidas – Necessários recomeços


Agora a família cresce... E percebo que a terra sempre fôra fértil! Sim, a terra do nosso coração sempre estará propensa a dar frutos, cabe apenas que tenhamos por hábito semear os mais nobres sentimentos. É bom saber que crianças estão surgindo (estou muito feliz com isso) e assim nasce também um novo legado!

Quanto tempo longe de casa?

Confesso que o tempo já é longo, pois há vários “tempos” – somos seres atemporais... E os numerais não podem traduzir a ausência de pessoas tão necessárias. É certo que sentimentos não podem ser mensurados por números de relógio, por mais que os ponteiros apontem para um vazio que existe de fato em nós...

Há sempre de existir a saudade de chegar e a certeza de que na volta outros mais teremos de deixar... É um ciclo perpétuo e de uma maneira ou de outra deixaremos marcas... Como pinturas rupestres que ficarão para dizer que passamos por ali em dado momento de nossas vidas. Infelizmente nem sempre deixaremos “boas impressões”, podemos as vezes ser fotos destorcidas, mas o que vale é a essência real de nós mesmos! Sempre há de existir alguém para julgar e acusar, mas tais pessoas são apenas mais alguns hipócritas da multidão! Os reais distorcidos da história...

Eu gosto daquela música do PG – Quem sou?! E concordo que somos apenas um vento passageiro que aparece e vai embora! Hoje aqui... Amanhã em outro ponto! Existe em nós um pouco de nômades – transeuntes inveterados; viajantes de longas distâncias. Mas em certa hora é necessário parar! Se faz necessário voltar/retornar para o lugar onde tudo começou! Traçar metas infinitas e almejar conquistar as estrelas... Há em nós a sagacidade necessária para criar novos mundos e por que não desbravá-los?

A verdade é que chegaremos ao fim almejado... Se nas mãos traremos todas as riquezas do mundo ou todas as feridas da caminhada?! Não sei... Não vivemos da sorte, vivemos de nossas escolhas e atitudes! Mas considero uma vitória poder retornar com o maior de todos os tesouros: a APRENDIZAGEM!

Podemos retornar sem ouro e prata, mas o deserto nos ensina a sobrevivência e mais, mostra que há em cada um de nós a força necessária para vencer a cada dia. Há em nós o milagre necessário para ter ânimo em cada novo instante.

É mais uma nova etapa... E agora é traçar novos rumos e esperar pelo retorno certo... A vida é feita das eternas despedidas, dos eternos começos. É como já dizia um certo amigo... “Início ou fim”apenas uma mera questão vetorial! De fato não dá para saber onde um termina ou onde o outro começa.

E agora?

Agora vou esperar um novo cometa... E assim volto para minha obstinada missão de renovar minha mente e construir meu GRANDIOSO futuro! Afinal é no inesperado da vida que podemos almejar um pouco mais... Afinal, se os olhos podem ver, por que não podemos almejar?


Rockson Pessoa

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ELEFANTE ESQUIZOFRÊNICO


E lá está o elefante esquizofrênico... Enorme como nossa complexidade humana. Pesado tão quanto nossos temores. Está preso a uma corrente tão fina e frágil que certo seria dizer que é a corrente que está presa á ele.

Elefantes... Dizem que eles possuem uma extraordinária memória, não é a toa que a grande maioria acaba por permanecer “aprisionada as mesmas” amarras da infância e quando chegam na vida adulta, se acostumam com a impossibilidade de vencer a corda de outrora. Os anos passam e com eles se sedimenta a frustração da impotência, por fim se instala o hábito e a rotina que acabam por aprisionar para sempre...

Esse elefante que agora vejo é bem diferente, ele é esquizofrênico! Vive em seu próprio mundo e com sua memória magnífica idealiza rotas infinitas. Viaja por savanas tão particulares e percorre trilhas tão próprias... Ele é autor de si mesmo. De fato saber ter autonomia. Por mais que tenha tal patologia, soube transformar fraqueza em virtude e assim se fez livre! Não há correntes que o possam aprisionar, pois nada é mais forte que sua necessidade de desbravar os mundos de sua fantasia, que assim como ele é enorme.

Vivemos em um mundo de elefantes aprisionados... Esperando a hora do espetáculo cotidiano... Queremos tanto ser comuns, que da bizarrice fizemos um pódio! Ser diferente é arriscado e correr riscos não queremos... As correntes nos aprisionam a quanto tempo?! Padrões, forma, moda, tendências! De fato é difícil mudar aquilo que é imposto por normas tão diretivas! Sonhar é apenas para poucos, pois em florestas de pedras, pássaros não se habituam a cantar... Em um mundo de fibras ópticas e virtualidade, ter e fazer amigos se tornou um privilégio!

Muitos dos corriqueiros elefantes estão presos à fios de costura...Há quem esteja preso em teias de aranha! Passividade? Impotência?! Não sei... Há quem goste de “ganho secundário” e acaba por se sujeitar a não questionar ou pensar e assim se contenta com os amendoins da multidão! Migalhas que acabamos por venerar e assim esquecemos das oportunidades que estão logo ali!

Esse zoo é indecifrável. Há quem considere vida de gado... Mas prefiro elefantes! Pois em vez de marcas para um abate, temos sempre a possibilidade de voltar do picadeiro. Sim! Há sempre a possibilidade de arrancar as amarras e vencer o gigante, não que a morte seja indiferente, mas com esse animal não se observa um imperativo frustrante! Somos mutáveis

Em mim também existe um elefante aprisionado... Eles são nossos medos e temores figurados, porém reais! Mas da mesma forma que há o medo de estimação, há também um elefante esquizo! Em cada um de nós existe esse gigante “invariável” que se apresenta como a possibilidade de mudança! Ele é a figura real de que as coisas são como imaginamos. Ele sugere que existe um pouco dessa loucura que nos faz romper o impossível e concretizar sonhos.

E em um mundo tão particular nosso, em que histórias não têm fim, onde há seres que jamais envelhecem, onde os amores têm sempre um final feliz, onde somos imortais e por que não onde somos sempre heróis Sim nesse nosso mundo fantasioso... Há elefantes errantes que estão a vagar em busca de liberdade. Seguem por trilhas infinitas e por rotas inimagináveis... Buscam a eterna superação!


Rockson Costa Pessoa

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Face Oculta da Lua


A verdade (profunda verdade) é que existe um momento em que buscamos ficar a sós com nós mesmos (risos). Há de vez em quando o forte desejo de se desligar... No fundo precisamos refletir sobre as “coisas” que vivemos. Nessa hora ou momento, queremos (e fazemos também) desligar o celular, deixar de olhar o orkut e até deixar um pouco de lado os colegas. Isso não é ser anti social, na verdade é respeito próprio (amor próprio quem sabe...).

Temos planos (perfeitos/imperfeitos) e quando menos esperamos, costumamos confabular com “nossos botões” coisas do tipo: Será que vale a pena prosseguir por esse caminho? Devo investir nessa pessoa? Esse sonho é mesmo o ideal? Alguns podem não concordar, mas muitos fazem uso dessa “ferramenta mental” que alguns chamam de abstração. Há que denomine isso de frescura e conhecemos também o famoso termo – meu tempo. No fim é tudo a mesma coisa.

Eu realmente acreditava que isso era um mero querer, como um item de luxo de carro importado, mas hoje percebo que na verdade necessitamos desse tempo. As vezes precisamos colocar a cabeça no lugar (metaforicamente). Não quero fazer apologia à solidão (solidão é algo bem diferente), só acredito e respeito que as vezes necessitamos “sair à francesa” para reaparecer em um outro momento do espetáculo. Como a fênix, só que com menos drama e efeitos especiais (risos).

Não há nada como Nós! Não existe nada tão complexo quanto o Ser Humano. Afinal há quem se esconda buscando ser encontrado, da mesma forma que existem pessoas que se mostram para jamais serem notadas.

A grande verdade da vida é que em cada um de nós existe a face oculta da lua. O lado desconhecido que buscamos ao longo do tempo desvendar (nem sempre conseguimos). Por isso... Respeito o tempo e a necessidade dos “ermitões de fim de semana”, afinal cabe a cada um, o seu tempo e momento, para conhecer-se a si mesmo. Para desbravar as profundezas do seu Eu e assim desvendar o oculto das coisas que lhe são impostas pela vida.

A face oculta da lua...

A face oculta da lua está a todo o momento ao alcance de nós mesmos... Na altura da necessidade de se conhecer um pouco mais e na localização desconhecida e inacessível de nossas imperfeições – tão pertinentes aos pobres e incautos homens que somos...




Rockson Costa Pessoa

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Início e Fim



Nasceu o novo ano... E me peguei ouvindo músicas de outrora. Creio que ficamos um pouco “saudosistas”, quando nos deparamos com um novo ano! Hoje me peguei assim, meio que com saudades... Ouvindo músicas da adolescência – coisa boa... Pena que passou tão rápido. Na verdade o tempo não segue as batidas do coração. Ele segue seu próprio tempo (que redundante), mas não tenho “tempo” para pensar em termos, afinal... Hoje é 2010!

Estou muito feliz, afinal eu tenho o privilégio de estar vivo! Hoje o calendário marca bem mais que uma data, na verdade simboliza que mais uma etapa de vida começa – um novo tempo (já falei de tempo novamente). Já parou para pensar nisso?

Logo fará 01 ano que já estou longe de casa... Poxa vida, como passa depressa... Ops! Nada de falar em tempo (risos). Deixa eu te perguntar uma coisa: Você cortou o cordão umbilical do novo ano?! Se não o fez já está na hora... Afinal é breve o instante que temos para relembrar as coisas boas que guardamos na memória...

Eu vi muitas crianças... Todas correndo alegres com seus brinquedos e vi também os mais velhos, que sentados ficavam alegres em observar os netos correndo. A vida... Um ciclo perpétuo não é mesmo?! Eu gosto de ver a vida de todos os ângulos, espero assim encontrar a tomada perfeita e então – AÇÃO!

Vou tomar esse 2010 como um presente para minha vida... Melhorar minhas falhas, claro que tomarei cuidado para não corrigir aquele pode vir a ser meu charme (risos). Eu espero do fundo do meu coração, parar de roer unha, mas está difícil... Tenho de crescer tanto! Amadurecer em tantos aspectos que as vezes me espanto (risos). Mas tudo bem... Só há uma vida para se viver, que bom que tenho coisas para fazer com ela! Seria monótono demais ser perfeito!

Gosto de pensar que a vida seja um rio que irá desaguar em algum lugar no final... Gosto de pensar assim, por acreditar que nossa existência seja muito mais do que meramente virar adubo no futuro... Morte! É estranho falar de morte logo no início do ano... Mas na verdade tudo que começa tende a terminar. As canções que abalam amores, as músicas barulhentas que teimam em tocar no ônibus as 7h da matina. Tudo... Tudo corre para o fim! E não somos diferentes.

Certo alguém disse que não deveríamos levar a vida tão a sério, porque no fim não sairíamos vivos dela, mas um pouco de serenidade não faz mal a ninguém (quase ninguém). Afinal há quem nos ame (pode acreditar), eu sei que minha mãe me ama (risos). Somos especiais (fato). Podemos não ser os mais belos, os mais inteligentes, os mais engraçados mas há sempre alguém para ser a “costela premiada”. Há sempre um amigo que te considere o máximo (as vezes você nunca saberá o “porque” disso).

Certo alguém cantou: Deixa a vida me levar! Bom, nada contra, mas controle o barco da sua vida! Pois a vida é um rio (lembra que eu falei isso?!) e caminhamos rumo ao “desconhecido”, então antes de chegar ao fatídico destino... Crie! Ouse.. Faça uma revolução! Uma revolução na sua mente e faça desse momento (vida), um acontecimento extraordinário.

Feliz 2010 e que você seja muito feliz

domingo, 20 de dezembro de 2009

O louco, o cachorro e a rua


Havia uma certa rua... A rua dos esquecidos, que se localiza na avenidade do desapego, na cidade dos infortúnios. Bom, nessa rua deserta e inóspita, dois personagens completavam o cenário. O louco e o cachorro. Apesar de diferentes tinham algo em comum - o abandono. O cachorro era coberto de pulgas, já tinha poucos dentes na boca e tinha um olhar triste e deprimente. O louco por sua vez, tinha um semblante bem diferente... Usava um chapéu de plástico na cabeça e um manto com cara de décadas... Ele falava em uma língua diferente, um dialeto talvez?! Não sei, mas o cachorro entendia. Talvez fosse a linguagem da miséria, própria daqueles que sabem o que é sentir a dor vazia da fome.

Nessa rua sem nome, não havia o som dos carros, eles haviam esquecido literalmente tal rua, afinal quem se importa com ruas desertas? Nem os traficantes com cara de "bonzinhos" se aventuravam em enviar aviões para tal lugar, afinal para que avião se não existe aeroporto?!

Esqueci de falar... Nessa noite fazia um frio desconfortável, e em dado momento, o cachorro e o tal louco se ajeitaram para dormir... O lençol com cara de décadas, encontrava uma utilidade naquele instante. E assim ambos adormeceram. Sem culpa, sem dor e nem ao menos certeza de acordar ou não amanhã!? Bom, isso nem o cachorro ou o louco sabiam - suas vidas estavam escritas em algum livro, mas o livro dos indigentes das grandes cidades... E assim em mais uma noite eles foram engolidos pelo silêncio dos esquecidos...

Aquela cena jamais saiu da minha mente... Me questionei qual era o meu papel naquele triste roteiro. Testemunha do esquecimento ou cúmplice do descaso?! Até hoje me recordo do morador de rua e de seu cachorro... Isso mesmo, do morador de rua e do cachorro. Pois com o tempo aprendi que o louco da história na verdade era eu... Ao me conformar com o silêncio dos esquecidos e por aceitar a fome dos abandonados. Os mesmos abandonados que hoje sobrevivem nas muitas ruas dos esquecidos. Que se encontram nas nossas cidades, mas que são apenas o pano de fundo de nossa pseudo "normalidade" cotidiana.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Síndrome 2012




Quem não se recorda das profecias feitas para o ano 2000? Se não me engano Nostradamus ganhou o Nobel do Caos (risos) nesse período, mas tudo não passou de especulação. Assim como ele, muitos outros afirmaram que o mundo acabaria e por fim... Nem bug do milênio ocorreu. Não bastasse esse fato, mais especulações surgem. Agora a moda da vez é a Síndrome 2012! Essa doença se caracteriza pelo triste hábito de sofrer por antecedência – a “habilidade” de morrer sem atestado de óbito (risos).

O cinema lançou um filme bem interessante... Nele o planeta terra é devastado (literalmente) e por fim algumas poucas pessoas sobrevivem. O grande detalhe é que o cinema (ficção) saiu das telas e entrou na mente e no imaginário de muitos. Não se pode negar que caminhamos para nossa própria destruição. Copenhague que o diga! Mais uma vez os líderes mundiais cruzam os braços e fazem vista grossa em relação a poluição do planeta. Até o presidente Lula falou bonito, parecendo ignorar que ele mesmo tem permitido a destruição da Amazônia! Por mais caótico que seja nosso panorama mundial, seria negligente determinar uma data para o fim, pois uma coisa é uma trajetória rumo ao fim. Outra bem diferente é determinar uma data com base em previsões antigas e até mesmo com a análise de “bacias d´agua”.

A grande verdade é que desde sempre o ser humano vem buscando prever e determinar as coisas. Será que a vida é tão ruim que buscamos sempre o dia de nossa morte? O dia do nosso fim? Nos anos 70 muitos se suicidaram. Outros fugiram para lugares remotos, pois acreditavam veemente que o mundo acabaria. Hoje pessoas aparecem em programas de TV, com uma conversa de que em 2012 naves alienígenas irão resgatar aqueles que estiverem aptos para uma nova civilização. E agora?! Será que terei de ir na polícia federal para tirar um passaporte interestelar?! Ou seria melhor comprar um submarino “sucateado” russo, para que possa sobreviver aos violentos tsunamis?

É viver como se fosse a última vez... Muitos já falaram, cantaram e até escreveram sobre isso, mas não custa nada relembrar! Não se preocupe se você vai estar vivo ou não em 2012. Viva o seu hoje... De que adianta sofrer por antecedência?! Você vai acabar infartando! (risos) e nem vai chegar em 2011. Não se preocupe se há ou não vida inteligente no universo... Seja inteligente e preserve o seu mundo! Se ame! Faça caminhada, tenha hábitos saudáveis, plante uma árvore, recicle, economize água... Temos tanta coisa para fazer e em vez disso ficamos preocupados com o dia de nossa morte.

O natal está chegando... Logo só restarão 02 anos para o tão esperado 2012! Então escolha viver o teu presente ou sofrer pelo futuro místico e incerto que o destino te reserva! E se possa dar uma dica: Meu amigo... Se você já está chegando na casa dos 50... É melhor fazer o exame de próstata, pois vai que o mundo não acabe em 2012... Isso sim seria uma tragédia.


Rockson Costa Pessoa

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quando a terra engole o sol


É quando a terra engole o sol, que eu percebo que o tempo vai se esvaindo em sua elegância típica. Percebo que não aproveitei ao máximo as primeiras horas do dia e que mais uma promessa do tipo: “hoje eu termino isso!” não se concretizou. Quando vejo que o sol começa a “descer as escadas”, os pássaros fazem suas serenatas ao infinito, como que preces desesperadas ou pedidos para o dia que ainda irá morrer... É engraçado, parece que os pássaros cantam um canto triste e os homens, andam com seus carros barulhentos brindando o “astrocídio”. É, não há mais respeito pelas perdas das pessoas, tampouco pelas perdas dos pássaros...

É quando a terra engole o sol, que sujeitos “bem vestidos” se põe nas esquinas a espreita de jovens que querem ser “descolados,”e assim nasce mais um viciado. É nessa hora que moças jovens e bonitas deixam seus lares e buscam um "ponto" para conseguir uma grana fácil... Creio que quando a terra engole o sol, ela também tira de nós (seres humanos), o respeito e o amor pela vida... Pois é geralmente depois que o sol morre, que algumas dúzias de jovens aparecem crivados de balas e na carteira, nem uma carta de adeus... É nesta hora que tudo silencia, menos as ruas, que se agitam com seus carros, que disputam pedaços de asfalto e o som destes carros barulhentos, se confundem com as buzinas raivosas e desesperadas das avenidas... E no céu, fica aquele cheiro enjoativo de fumaça e nem adianta “cheirar” pó de café, pois você pode ser confundido com um “cheira cola” ou “cheira a lixo”.

É quando a terra engole o sol, que as pessoas se aglomeram nas mesas e afogam as mágoas de mais um dia atribulado... É nessa hora também que os amantes desfrutam o silêncio das coisas, e Parece que o tempo pára... Parece que as nuvens se demoram para seguir seu rumo... Parece que parte de nós vai morrendo e deve ser mesmo. Creio que nessa hora vamos perdendo um pouco de fôlego... E quando a terra começa a mastigar os primeiros pedaços do sol, as sombras de tudo que há, parecem se agarrar nas coisas e até em nós... Se penduram e se "prendem" em um desespero silencioso... Formam os retalhos de um adeus pacífico e necessário. Tudo isso ocorre quando a terra vai engolindo o sol, sem pressa e sem culpa. Uma areia movediça impiedosa que rouba a luz, para dar lugar a noite que sempre chega mais cedo do que queremos (risos).

assim as mãos se encontram e os corações esperam pela a lua que vem brindar o amor... Nessa hora também os homens passeiam com seus cachorros e alguns outros correm pelas praças com seus fones de ouvidos que fazem mal a saúde.

É quando a terra engole o sol... Que percebo que a vida é uma dádiva e que deve ser aproveitada com tudo que temos e somos. Hoje e amanhã a terra irá engolir o sol, mas nem todos estarão lá para ver o espetáculo. A verdade é que os seres humanos, tendem a ver as coisas negativas da vida... Aprendemos a apreciar os fatos ruins e com isso, gravamos só as tragédias do cotidiano... Deve ser por isso, que valorizamos tanto a morte do sol de todo o dia e jamais apreciamos o nascimento do mesmo, pois como já disse um certo alguém:

“Nunca desanime quando seus esforços forem em vão, pois até o sol ao nascer, dá um belo espetáculo mas,quase sempre, encontra a platéia dormindo! "

A verdade é que não há necessidade de chorar, pois só se pode nascer quando se está morto. E assim o sol segue em sua odisséia infinita de morrer para nascer mais uma vez. A grande questão é saber: Você vai apreciar a morte ou o nascimento do Sol? Sabe... Isso é uma questão de escolha e de hora (risos).