sexta-feira, 21 de maio de 2010

Equilíbrio


Nascemos...
E com o passar do tempo deixamos o engatinhar para enfim experimentar os primeiros passos... Por fim, alcançamos os primeiros passos - conquistamos o equilíbrio.
Na vida como no início da vida, buscamos a todo momento o tal equilíbrio...
E assim aprendemos que há uma linha invisível que nos torna "menos" ou "mais".
Não podemos amar muito, amor pouco é inaceitável.
Há quem não posso beber pouco, pois logo chegará ao muito...
Pensar muito?? Antes pensasse pouco e concretizasse intentos!
Antes falasse pouco para ouvir mais!
Equilíbrio...
Quão difícil é tê-lo...
Me perco na dúvida de tê-lo tido e na certeza de que outrora existia!
Agora me equilíbrio em mim mesmo...
Nessas angústias e nesse desejo de me definir nesse caminho. Nessa estrada ou seria desvio?
Sei que estou em meio a uma estrada grandiosa... Na altura de perceber que para trás as vezes se anda, por mais que não se queira...
Será que estou alcoolizada em meus pensamentos... E assim ando tonteando com meus sofismas mais comuns?
De fato é necessário o equilíbrio...
Que nos torna pessoas de bem e que acaba por nos fantasiar de expectadores passivos.
Busco apenas um equilíbrio...
Equilíbrio esse que me defina como sujeito hoje.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Saudade.


Saudade...
Que tarde se sente
Verozmente vertente. Saudade de cunho prosa!
Verso de amor que chora... Chora a falta que surge.
Um vislumbre, um cardume... De lágrimas que ao longe navegam
E por minha face atravessa, as distâncias de minha vida.
Não por dor ou gnosia...
Um chorar por companhia.

Saudade...
Dor que fadiga minh'alma
Esse recontar por tirania. De um sentimento perverso
Um remontar de versos
Que se perdem ao longe
Nesses mares, nesses montes
Dos desertos e ilhotas perdidas.

Saudade...
Verso e reconto ilusório
Meu amor pra te devoto... Palavras para companhia
Um abraço de fantasia...
Sao poemas e poesias
Beijos...
Aos longíquos olhos de um dia.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Quando será que acaba o amor?



O amor (para mim) acaba quando aquela carta chega... Mas o endereço mudou! Aquela pessoa pegou as malas e sumiu! Termina o amor quando aquela pessoa ,que você levou um enorme tempo para conquistar, se cansa de olhar para você... Se cansa de pensar em você e pior... Faz questão de ressaltar: Como me apaixonei por você? Amor não tem explicação. Vem sem fórmula e por mais que tivesse, não sabemos quando ele vem. Ele surge... Aparece em nossa vida e nem bate a porta do coração. Ele apenas entra pelas frestas de teu ser e como aquela friagem da madrugada, te obriga a procurar algúem para se aquecer...
Existem 3 tipos de pessoas no mundo: As que amam alguém, as que perderam um grande amor e as piores... As que se iludem em afirmar que não amam e jamais irão amar! Esses últimos são os mais infelizes. Se consideram fortes e se perdem em suas próprias teorias alienígenas... E na primeira fossa, enchem a cara! São dessa espécie, os tiranos... Os que matam por amar, os que não aceitam um fim! É... E pensar que não acreditavam no amor. Se bem que surge uma nova constatação: Eles realmente acabam por não acreditar no amor, logo não o podem sentir... Não podem expressar.
O amor acaba quando a ficha caí! Nessa hora você percebe que tudo aquilo que pensou sobre si estava errado. Nesse momento você busca voltar, mas não tem volta... O amor acabou no momento em que você quer ligar para aquele alguém e percebe que não tem cartão para o orelhão... O amor acaba, quando os teus olhos sinalizam isso. No momento em que eles ardem e pior... Lá dentro arde uma coisa que acaba por se tornar um vazio.
E agora?
Agora é seguir em frente! Sim, é arrumar o rosto, pentear o cabelo e aprender com tudo... Fazer da queda uma nova oportunidade. Sabe o que mais importa? O mais importante é você descobrir qual sua categoria, cabe à todos nós buscar uma identidade...
É...
Triste não?! Pois é... Mas pense da seguinte maneira: As coisas acontecem no momento exato, na maneira apropriada e para algo extraordinário! A dor machuca, mas ensina a viver... Cabe elaborarmos o luto e curar as feridas, as vezes algumas teimarão em não cicatrizar, nessa hora você irá perceber que não cicatriza por que você ainda busca ressuscitar mortos e daí... Daí é só mais um tempo que esvai!
Me perguntaram: Quando o amor morre??
Eu não sei ao certo, confesso que esse tema é tão pertinente quanto desafiador. Sendo assim... Se ainda há um amor que você cuide! Como um jardim especial, como um pedaço do céu, onde você encontra paz e um refrigério para sua alma.


Rockson Costa Pessoa

Teoremas, Definições e uma pitadinha de alho.




O que significa desapropriar-se?



No dicionário é algo que surge como: ato de extinguir o direito sobre a terra ou sobre qualquer outra propriedade privada.Percebo aqui, com essa definição, que o termo parece limitar-se com um juízo que remete à terra ou propriedade...

Já dizia certo alguém:“ Coração humano é terra onde homem não pisa”.

Eureka!!

Será então que podemos considerar, a idéia de uma desapropriação nas relações? Se não for possível, acredito que estamos incoerentes com nossa realidade... Afinal, vivemos a constante desapropriação. Um dia amamos... Fazemos juras eternas! E depois de algumas semanas, quebramos o trato! Parece até que vivemos o momento “objetal”. Sim, temo que logo tenha na esquina da minha casa um Lovebib’s, onde faremos um pedido de amor platônico extragrande (não precisa ser tamanho família, sabe como é... Essa coisa de família está meio que fora de moda) e o mais rápido possível , recebemos uma linda pessoa com uma bela embalagem (entendeu o trocadilho?).

Vivemos a era ECLIPSE!! He he he... A vida está muito mórbida! Vou comprar uma cabeça de alho na feirinha, para me livrar desse vampirismo! Imagina a cena....Você no seu quarto e do nada aparece um vampiro EMO e começa a gritar uma música do CINE, já pensou?? E sabe o que é pior? O pior é que o cordão de prata no seu pescoço não é de prata (o cara te enganou). E por mais que fosse... Vampiros só morrem com uma estaca no coração (vou ratificar: estaca no coração... nada de estaca em outros lugares).

Vivemos o vampirismo mesmo... Vivemos o momento Harry Potter, mas a magia não funciona na vida real! Vara de codão ficou na infância e quem dera, funcionasse para realizar o bem. Vivemos um momento em que tudo ficou sem cor! (vou chorar) O Amor esfriou e está “estalando” que nem as cervejas no comercial!

Desapropriar-se...

Logo existirá o MSTC (Movimento dos Sem Terra do Coração), e nem adianta grilar esses corações, pois são terras estéreis. Afinal o coração dos vampiros não bate mais (esqueceu??). Imagina viver sem coração?? Isso é literalmente desumano (kkk). E para piorar os vampiros não podem se ver no espelho! Imagina o sofrimento para o vampiro EMO... Como arrumar os cabelos?! Paciência...

É como falei acima: Vou comprar alho, se sobrar uma grana compro uma cebola e aí... Faço um jantar bem gostoso e se aparecer o lobisomem... Eu mato e faço um churrasco! Afinal esse mórbido cheiro de cachorro molhado, não me faz deixar de acreditar naqueles que ainda têm coração. Acreditar naqueles que assim como muitos brasileiros, procuram uma primeira casa! Hehe... (bah esse trocadilho ficou fraco... Será que sou alérgico a vampiros e assuntos ocultos?)

Há (eu sei disso), quem busque corações para uma vida! Parece clichê, mas só os grandes se permitem amar... Isso os torna grandes, afinal, riscos é só para os corajosos e para os que resistem em “remar contra a maré”.
Quando eu for casar... Vou chamar o Padre Quevedo! No caso de algum vampiro surgir e me cobrar proprina por alguma vaga na rua.
Rockson Pessoa

É o tal do NULO.


Confesso que estou muito feliz! Logo teremos eleições e já começamos com a clássica demonstração de democracia... Se não votar você não é cidadão! O que esperar de um país que impõe o livre arbítrio coagido? De certa maneira vale aquela máxima: “Há males que vem para o bem”. Mas vou seguir o raciocínio... Estou feliz (risos), logo teremos a chance de eleger nossos “heróis” (já dizia o Bial). E o que temos? Bom... eu fiquei sabendo que o Bambam quer uma “vaguinha”. Eu tento imaginar o Kléber Bambam no palanque. Como seria o chavão? Que tal: E aee parceiro volta em mim porque você é uma múmia! Complicado hein. Acho que aprendemos a confiar demais, imaginando que ele como tantos outros, fossem de verdade heróis... Que mediocridade. Há também outras duas que vêm “detonando”. A Tati Quebra-barraco e a Mulher Melão... É podemos dizer que teremos uma política “abundante” com a mulher melancia (risos). O slogan pode até ser: Sou popozuda e comigo mermãoo o buraco é mais embaixo! E comigo é a política do FUNK e da breja grátis!
Mas no fundo... A culpa é nossa! Não culpo se esses artistas buscam seu lugar na política, afinal quem não sonharia em ganhar rios de dinheiro com o luxo de uma imunidade parlamentar? Quem nunca pensou em ter um cargo que te proporciona tanto e em troca você apenas fala algumas coisas bem complicados e aprende a dizer: Excelentíssimo colega eu peço o direito de réplica! Há há há... O político tupiniquim é aquele que aprendeu a fazer maracutaia. Fez doutorado em fraude e acaba por transformar tudo em Pizza. Amam a célebre frase: Os fins justificam os meios, sendo que os meios são geralmente ilegais.
Não se pode mais aceitar que ainda exista moral na política brasileira! Não estou sendo extremista, apenas sincero. Somos os filhos da impunidade. Somos a juventude que se escravizou no silêncio e observamos inertes a violência de nossos legisladores. Vivemos um momento complicado de total descrédito... E isso é uma armadilha perigosa, pois no momento que deixamos de acreditar em algo, tudo pode ser verdade! E aí... Aparecem os “pseudo- heróis”. Estamos tão alienados que acabamos por promover uma vazia revolução e assim acabamos por colocar pessoas que não podem somar em nada com nosso panorama político.
É triste...
É triste observar que temos tão poucas opções. Vou confessar algo que muito me entristece. Entristece-me o quanto uma notícia é alterada. Sabe, as vezes observamos um dado relevante e pensamos: Que legal diminuiu a taxa de juros! Logo depois vem um outro candidato e te mostra algo de outra maneira. Isso é irritante! Por mais conhecimento e instrução que tenhamos é complicado dominar a taxa selic (risos). O engraçado é que ainda há quem defenda a teoria “alienígena” : vote nulo, seja Punk! Putz... Desde quando a melhor escolha é fugir de responsabilidade? Creio que devemos analisar com uma lupa os candidatos, e buscar na internet informações acerca destes.
O que é fato?É fato que pecamos por nos faltar memória... Pecamos por ignorar que às vezes um candidato de hoje, já foi um péssimo legislador no passado. E para finalizar eu confesso:
Já reelegi um ditador! Por acreditar em falsas promessas e por duvidar de meu real valor como cidadão!

Rockson Pessoa

quarta-feira, 31 de março de 2010

Eternas despedidas – Necessários recomeços


Agora a família cresce... E percebo que a terra sempre fôra fértil! Sim, a terra do nosso coração sempre estará propensa a dar frutos, cabe apenas que tenhamos por hábito semear os mais nobres sentimentos. É bom saber que crianças estão surgindo (estou muito feliz com isso) e assim nasce também um novo legado!

Quanto tempo longe de casa?

Confesso que o tempo já é longo, pois há vários “tempos” – somos seres atemporais... E os numerais não podem traduzir a ausência de pessoas tão necessárias. É certo que sentimentos não podem ser mensurados por números de relógio, por mais que os ponteiros apontem para um vazio que existe de fato em nós...

Há sempre de existir a saudade de chegar e a certeza de que na volta outros mais teremos de deixar... É um ciclo perpétuo e de uma maneira ou de outra deixaremos marcas... Como pinturas rupestres que ficarão para dizer que passamos por ali em dado momento de nossas vidas. Infelizmente nem sempre deixaremos “boas impressões”, podemos as vezes ser fotos destorcidas, mas o que vale é a essência real de nós mesmos! Sempre há de existir alguém para julgar e acusar, mas tais pessoas são apenas mais alguns hipócritas da multidão! Os reais distorcidos da história...

Eu gosto daquela música do PG – Quem sou?! E concordo que somos apenas um vento passageiro que aparece e vai embora! Hoje aqui... Amanhã em outro ponto! Existe em nós um pouco de nômades – transeuntes inveterados; viajantes de longas distâncias. Mas em certa hora é necessário parar! Se faz necessário voltar/retornar para o lugar onde tudo começou! Traçar metas infinitas e almejar conquistar as estrelas... Há em nós a sagacidade necessária para criar novos mundos e por que não desbravá-los?

A verdade é que chegaremos ao fim almejado... Se nas mãos traremos todas as riquezas do mundo ou todas as feridas da caminhada?! Não sei... Não vivemos da sorte, vivemos de nossas escolhas e atitudes! Mas considero uma vitória poder retornar com o maior de todos os tesouros: a APRENDIZAGEM!

Podemos retornar sem ouro e prata, mas o deserto nos ensina a sobrevivência e mais, mostra que há em cada um de nós a força necessária para vencer a cada dia. Há em nós o milagre necessário para ter ânimo em cada novo instante.

É mais uma nova etapa... E agora é traçar novos rumos e esperar pelo retorno certo... A vida é feita das eternas despedidas, dos eternos começos. É como já dizia um certo amigo... “Início ou fim”apenas uma mera questão vetorial! De fato não dá para saber onde um termina ou onde o outro começa.

E agora?

Agora vou esperar um novo cometa... E assim volto para minha obstinada missão de renovar minha mente e construir meu GRANDIOSO futuro! Afinal é no inesperado da vida que podemos almejar um pouco mais... Afinal, se os olhos podem ver, por que não podemos almejar?


Rockson Pessoa

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ELEFANTE ESQUIZOFRÊNICO


E lá está o elefante esquizofrênico... Enorme como nossa complexidade humana. Pesado tão quanto nossos temores. Está preso a uma corrente tão fina e frágil que certo seria dizer que é a corrente que está presa á ele.

Elefantes... Dizem que eles possuem uma extraordinária memória, não é a toa que a grande maioria acaba por permanecer “aprisionada as mesmas” amarras da infância e quando chegam na vida adulta, se acostumam com a impossibilidade de vencer a corda de outrora. Os anos passam e com eles se sedimenta a frustração da impotência, por fim se instala o hábito e a rotina que acabam por aprisionar para sempre...

Esse elefante que agora vejo é bem diferente, ele é esquizofrênico! Vive em seu próprio mundo e com sua memória magnífica idealiza rotas infinitas. Viaja por savanas tão particulares e percorre trilhas tão próprias... Ele é autor de si mesmo. De fato saber ter autonomia. Por mais que tenha tal patologia, soube transformar fraqueza em virtude e assim se fez livre! Não há correntes que o possam aprisionar, pois nada é mais forte que sua necessidade de desbravar os mundos de sua fantasia, que assim como ele é enorme.

Vivemos em um mundo de elefantes aprisionados... Esperando a hora do espetáculo cotidiano... Queremos tanto ser comuns, que da bizarrice fizemos um pódio! Ser diferente é arriscado e correr riscos não queremos... As correntes nos aprisionam a quanto tempo?! Padrões, forma, moda, tendências! De fato é difícil mudar aquilo que é imposto por normas tão diretivas! Sonhar é apenas para poucos, pois em florestas de pedras, pássaros não se habituam a cantar... Em um mundo de fibras ópticas e virtualidade, ter e fazer amigos se tornou um privilégio!

Muitos dos corriqueiros elefantes estão presos à fios de costura...Há quem esteja preso em teias de aranha! Passividade? Impotência?! Não sei... Há quem goste de “ganho secundário” e acaba por se sujeitar a não questionar ou pensar e assim se contenta com os amendoins da multidão! Migalhas que acabamos por venerar e assim esquecemos das oportunidades que estão logo ali!

Esse zoo é indecifrável. Há quem considere vida de gado... Mas prefiro elefantes! Pois em vez de marcas para um abate, temos sempre a possibilidade de voltar do picadeiro. Sim! Há sempre a possibilidade de arrancar as amarras e vencer o gigante, não que a morte seja indiferente, mas com esse animal não se observa um imperativo frustrante! Somos mutáveis

Em mim também existe um elefante aprisionado... Eles são nossos medos e temores figurados, porém reais! Mas da mesma forma que há o medo de estimação, há também um elefante esquizo! Em cada um de nós existe esse gigante “invariável” que se apresenta como a possibilidade de mudança! Ele é a figura real de que as coisas são como imaginamos. Ele sugere que existe um pouco dessa loucura que nos faz romper o impossível e concretizar sonhos.

E em um mundo tão particular nosso, em que histórias não têm fim, onde há seres que jamais envelhecem, onde os amores têm sempre um final feliz, onde somos imortais e por que não onde somos sempre heróis Sim nesse nosso mundo fantasioso... Há elefantes errantes que estão a vagar em busca de liberdade. Seguem por trilhas infinitas e por rotas inimagináveis... Buscam a eterna superação!


Rockson Costa Pessoa