quarta-feira, 29 de abril de 2009

Rosas

Sinto o cheiro das rosas
Rosas de todas as cores
Assim como velhos amores
Ficam pétalas de sentimento
Amores que se vão no vento
Amores que ficam no chão

Sinto o cheiro das rosas
Um frescor inebriante
Cores de diamante
Que riqueza alguma paga
São bonitas, lindas... Raras
Rosas e não se fala mais nada

Sinto o cheiro das rosas
Que plantei no peito
De noite no travesseiro
Choro por lembrar de todas
De todas que beijei a boca
Das rosas que enfim se foram
Eram lindas, vivas e moças
Rosas na vontade louca

Sinto o cheiro das rosas
Que agora já não tenho
amortizei nos pensamentos
Ah rosas que para longe ficam
Sentirei falta das carícias
De tais pétalas lindas e vívidas

Rosas...
Simplesmente lindas
Ficarão na minha vida
Como espinho impetuoso que implica
Implica em rasgar a carne macia
Do coração saudoso que chora...
Lembrando das belas rosas
Linda rosa da minha vida

terça-feira, 28 de abril de 2009

Céu

Já reparou no céu de hoje?
Já viu que beleza qúe se apresenta nesta noite?
Por acaso não vê esse tapete enegrecido?
Abra os olhos!
Sim...
Abra os olhos e veja
Não é o cotidiano que espreitas
Observas o mágico do acaso...
Párticulas que juntas compõe novo cenário
Do antigo e certo luar apaixonado

Contaste as estrelas hoje?
Ainda há tempo para tal
Não se preocupe com rugas ou com o mal
Que se esconde no escuro...
Nos recôndidos do teu muro
Não há espaço para medo
O belo tem seu preço
Mas se sinta emoldurado
No infinito do espaço...
Espaço sem frio ou medo vago
O luar que à você é dado
Sem preço nem pecado

O céu que lindo está!
Não me digas que não há
Beleza maior que esta...
Sentir o pavor das lágrimas certas
No frescor do vento que toca
No tremor da tua vista que embota
Com tamanha beleza da noite...
Um leque de estrelas dolores
Num infinito espeto de cores
Ah.. Que beleza negra que existe
Não arriscarei mero palpite
Pois não quero estragar o momento
Sem remorso nem arrependimento
Fico a fitar negra noite...
Um iluminar de amores
Amores que negros ficam

Observas a beleza?
A beleza do luar que se vê!
Estrelas no céu posso ver'
Poderia assim ficar até novo dia
Clarear com a luz que vem fina...
Apontando que o novo começa
Portanto já me enfio em coberta
Para lembrar na noite que fica...
Não quero luz nem cortina
Só quero a noite infinita
Aquela que de longe aprecia
Minha vã mera vida....

Que saudade é essa?

Que saudade é essa que tinge meu peito?
Roupa velha de guarda-roupa
Chamariz de pouco boca
Ah saudade....
Que arde no peito
Não me enfrentes pois tenho medo
De vazar meus olhos por teu efeito

Que saudade é essa?
Uma ligeireza na certa!
Não... Essa saudade é deserta
Um navio que perdido navega
Uma chama que arde em capela
Saudade, pura saudade...
Não sentir-te é falsa verdade
Mas por que?
Mas por que tanta verocidade
Não podemos conversar sem maldade?
Ah saudade...
Não me deixe enlouquecer em minha vaga sanidade

Que saudade é essa?
Torna a questionar
Um delírio ao se amar?
Não... É redomoinho acalorado
Um tsunami desalmado
Saudade....
Ah saudade...
Não me tenhas como culpado
Pois amar não é presságio
Amar é se emaranhar no cobiçado
Mas por favor saudade
Me deixe no teu armário
Nas prateleiras do inventário
do teu móvel do passado
Saudade enfim te peço
Dai-me a liberdade...
Não me tenhas por metade
Deixa eu seguir sem tristeza e sem maldade
Pois amor esse sim, quero ter de verdade.

Não me pergunte

Não me pergunte como vou
Afinal só vou indo
Sem loucura ou desatino
Sou errante e andarilho

Não me pergunte o que faço
Não sou novo ou desbotado
Apenas produto sem inventário
O usado e aprimorado

Não me pergunte o que sou
Não há descrição nem comentário
Sou um amante alucinado
Estranho de mim mesmo e obrigado

Não me pergunte do passado
Quem morreu tá enterrado
Sou presente incontestável
Dar-te-ei meu calendário

Não me pergunte....
Não me ignore
Sou o suspiro do que dorme
O sorriso depois que sofre

Longe do ninho

Onde estou me pergunta?
Estou a voar pela vida
Longe de casa e da família
Um passáro livre
Que segue sua trilha

Onde estou continua a pergunta?
Por acaso não entendes a minha aventura?
De voar em terras distantes
Em minha eterna busca...
De curar velhas mágoas
Conquistas futuras

Ainda não entendeu a minha labuta?
Então não sabes nada da vida
Afinal sou ave partida
Que se vê em pleno vôo de despedida
De abandono dos meus
Uma eterna ferida...

Onde estou era a pergunta?
Nem sei onde estou é a verdade dura
Longe do ninho...
Talvez voando em candura
Nem sei definar tal loucura...

Mas digo que estou a voar na altura
Na altura do desafio que é estar nesta aventura
Sentir-se longe de casa...
Viajar sem frescura...
No frescor de sentir a vida como
Limonada e fruta

Estou longe do ninho
Oh absorta e dura realidade
Amar agora é saudade
Voar enfim... Essa é minha cidade

Te esperei na madrugada.

Te esperei na madrugada.
Rosas na mão e uma luz apagada
Nada de sereneta...
Apenas eu na calçada

Te esperei na madrugada
Uma roupa legal e no rosto a barba
Para recordar do bom tempo...
De namoro em casa

Te esperei na madrugada
No absurdo silêncio da rua enluarada
Um sentimento profundo...
De sentir-me mais que nada

Te esperei na madrugada
As rosas murcharam e já não valem nada
Olhos molhados...
De chorar pela vã jornada

Te esperei na madrugada
Não apareceste nem na sacada
É engolir o pranto...
Chorar não dá em nada

Te esperei na madrugada
E já parto agora para casa
Só peço que guardes...
As rosas mortas na calçada

Falar das estrelas...

Não nego que a vontade de escrever a muito se foi! Talvez tenha ficado guardada em alguma gaveta da minha vida (risos), mas tudo bem – dá-se jeito para tudo, até para vontades e desejos...
Gostaria falar do abstrato e das coisas que agora não tenho. Coisas como essa vontade enorme de querer crescer e vencer... Falar dos sonhos que assim como nuvens não podem ser capturados por mãos humanas, mas podem ser vistos e admirados. Quero falar dessa vontade absurda que se apodera na calada da noite, vontade essa de escrever e buscar por meio de letra conjugadas, uma idéia que almeja o concreto.

Falar de estrelas....

Falar de estrelas isso consigo (risos), afinal tocá-las não posso, mas admirar... Isso com absoluta certeza posso. Dizem que as estrelas que hoje avistamos no céu, a muito já deixarem de existir, logo só avistamos a luz que uma vez foi emitida por elas! Isso é deverás interessante... Mostra que a idéia de se eternizar não é utópica... Eternizar! Quem não gostaria de se eterno? Uns se perpetuam nos filhos, outros por obras, outros por atos heróicos... Ainda tenho um longo percurso para pensar na forma que encontrarei para enfim me eternizar (risos), prefiro só emitir meus “raios de luz”, quem sabe um dia posso ser avistado (mas confesso: Espero não ser avistado após óbito).

Falar de estrelas....

O bom de falar de estrelas é que elas tem o toque sutil de clarear as noites, logo, meu quarto agora escuro pode se iluminar com as mesmas, nem que seja por um curto e breve momento. Emito raios apenas, sem a expectativa de reflexo! Falar de estrelas e não poder tocá-las, isso soa de maneira perversa, mas é o que me resta nesse meu universo terreno.

Ainda não há vontade de escrever, mas como estrela – cadente, escrevo de maneira ligeira... Sem pressa alguma de chegar em dado objetivo, afinal a estrela emite luz e entrega no passo do tempo o destino de tal investimento. Por isso, escrevo e já vou indo... Para onde vai tal escrita nem me preocupe, algum olho esse texto irá iluminar e que ele traga luz para um quarto escuro.


Rockson Costa Pessoa