terça-feira, 6 de julho de 2010

Definições, chicletes e Apego


Daí a gente se apega...

Sem definição, sem explicação e nem critério nosológico. Simplesmente nos [a]pegamos! Meio que nos colamos em certo alguém. E não tem explicação plausível... É como encontrar aquele chiclete velho embaixo da mesa na sala de aula... Sem elucidação!

Necessitamos do outro... Precisamos respirar novas idéias, novas formas de escrita, novos estilos de poesia e doses vitais de carinho. "Somos onívoros de amor" - disse Neruda! Há em nós um espaço ideal para o encontro com o outro... Há a vaga exata, para que estacione um carro, uma moto e por que não uma bicicleta, na porta de nossa vida. Claro, claro... Pode ser aquela bicicleta com buzininha estilizada, assim facilita até o preparo para o encontro.

"Você dá aquela buzinada e minha pessoa já se prepara para te receber". Somos assim... Seres inexplicáveis, mais cheios de amor sem forma definida...

Somos chicletes!

Sei lá, chicletes que foram colados em dado lugar e sem qualquer configuração de espaço, nos sentimos assim, meios que pela metade, mas totalmente cheios de amores e desejos. Chicletes velhos em madeiras novas - espaços antigos em eternas e novas configurações...

E sabe por quê?

Porque nos apegamos... Pegamos a vogal, que pode ser definida como o Eu e colamos em um verbo tão forte que pode ser VOCÊ e assim há um link perfeito/ imperfeito... Nos A PEGAMOS e nessa furtiva necessidade de contato, eis que surge: APEGO!

Agora você é minha madeira... E Eu teu chiclete

14 comentários:

Six "Liss" disse...

Agora fui eu que me senti um chiclete mascado! kkkk
Foi uma comparação muito boa essa, de que nós seres humanos/devoradores de amor somos chicletes espalhados por ai (esperando pela hora de grudar!)...

tô seguindo o blog

abraço

Crônicas do Cotidiano disse...

Olá Six Liss,

Somos todos chicletes... Em busca de nossa mesa! Bjkasss

Diva Lali disse...

Oi, Pessoa!
Nossa, que viagem maravilhosa. Nunca tinha me visto por esse ângulo. Adorei a experiência, independente de ser chiclete ou mesa, o importante é o "apego".

Parabéns pelo devaneio e obrigada por visitar o Salto15. Fique à vontade para viajar conosco.

Cérebros saboreáveis são sempre bem-vindos.

Bjo grande e abraço na alma!

Ana SS disse...

Gostei do teu modo de brincar com as palavras. Tô te seguindo.
Obrigada pela visita ao Significantes!

Ana SS disse...

Gostei do teu modo de brincar com as palavras. 7Somos chicletes em busca de uma madeira...ou de outro chicletes? Rs...Tô te seguindo.
Obrigada pela visita ao Significantes!

Luna Sanchez disse...

Rs...que bonitinho!

Me agrada a definição do apego, desde que :

1) Seja bilateral, porque o que se vê de madeira fugindo, correndo feito doida, tentando se esconder de chiclete chato, por aí...

2) Não se compre e nem se tente vender essa ideia de "metade da laranja", "tampa da panela" ou qualquer outra figura de linguagem que diga que pessoas são seres incompletos à espera e à procura persistente de outro.

Gosto não. Prefiro ser laranja inteira, ainda que sozinha.

;)

ℓυηα

Claudia Magnólia disse...

Gostei do texto. Das comparações. Nos levam a boas reflexões.

Obrigada pela visita ao meu canto. Beijo!

Luana Andrade disse...

Bela metáfora! Criativa ao ápice! Se é fato que nós (sobre)vivemos em coletivo e sempre encontramos uma nota musical para composição da sinfonia de nossa solidão, feito o arranjo correto e harmônico para ouvir na orquestra da realidade, não a soltamos tão fácil, fundindo áureas, abandonando o etéreo do dias, forte como "chiclete" e "madeira". *-*
Fiquei embevecida com a melodia que perpassa este texto, o jogo das vogais.
Um abraço em você! Bom dia!

Seguindo sempre, repliquei seu comentário no Simplesmente Respire.
Até!

Pipa. Agora eu era o herói. disse...

E nem vou dizer quantos chicletes colei debaixo das cadeiras da escola da vida.

Um deles, nunca conseguiram tirar de lá.

Te abraço com carinho

Thaty castan disse...

Estamos sempre a esperar a hora certa de "grudar" na metade que nos completa.

Kisses
Thaty
Pedaços do Cotidiano

Ana Cecília Moura disse...

Adorei a metáfora do chiclete velho em madeira nova! Fez-me pensar.
Bjs! Seguindo-te também.

Heat disse...

que lindo.

eu gostei.

:)

Thaís Duarte disse...

E seguimos na busca constante e inconstante de um alguém para nos apegar,

obrigada pela visita, adorei tudo por aqui também,

abraço! (:

Crônicas do Cotidiano disse...

Oi Diva,

Fique a vontade para devorar esse cérebro inquieto (risos).
bjss!


Oi Ana,

É brincando com as palavras que formamos frases e textos que descrevem nossa vida e cotiano.
Bjs!

Oi Luna,

Concordo contigo... Não há seres incompletos. Mas no contato com o outro encontramos nosso real significado.
Bjss

Oi Cláudia,

Seja bem vinda e volte sempre!
Bjss


Oi Luana,

A recíproca é verdadeira e prazer tê-la aqui nesse espaço.
Bjss

Oi Pipa!

É verdade... O segredo é alma do negócio e quanto ao chiclete! Penso que cumpriu seu papel!
Bjss!

Oi Thaty,

É verdade... Eu tow buscando a madeira (risos).
bjss!

Oi Ana Cecília,

Eu particularmente gosto das metáforas, para mim remetem a realidade subjetiva que em tudo há!
Bjss!!

Oi heat,

Um beijo e prazer tê-la aqui!

Oi Thais!

Por mais que sejamos chicletes, estamos nessa constante do amor e do real significado das coisas!
Bjss