terça-feira, 22 de junho de 2010

Envelhecendo


E então vai envelhecendo...
Envelhecem as idéias.
Envelhecem os preconceitos. Tudo é fulgaz...
Fito o infinito.

Envelhece a casa, a poeira cai
Ela corre louca e insana vai..
Leva meus fragmentos de vida.

Envelhece o rosto... Quem é esse no espelho?
Bem disseram que há estranhos em nós.
Me esqueci de aprender a perder...

Escurece lá fora?
Ou já me ilumina a penúmbra?
Acizentou o céu... Agora se tornou opaco.
A escuridão me circunda.

O tempo parou? Ou ando mais lento?
Não sei ao certo - tudo é relento
Desse misto de fadiga e saudade.
[Sofrimento]

Envelheci e já sinto...
O peso, a dor e o sofrível...
Reconhecer que já me apresso.

Já corro!

Rumo ao desconhecido
O tão fatídico e inesperado
Infinito.

5 comentários:

Dominique disse...

Admiravel! To te seguindo também... bom demais te ler viu! bjim

Aline d'Able disse...

Concordo com aela, bom d-e-m-a-i-s de se ler!

Crônicas do Cotidiano disse...

Muito obrigado gurias!
Bjkss

Nathi disse...

Bom, tudamadurece, tudo passa.
Até o envelhecimento envelhece.

Crônicas do Cotidiano disse...

Tens toda razão Nathi! Bjkss